Tenho a tendência de não compartilhar dos mesmos gostos, opiniões, superstições e fobias que a maioria das pessoas. Bem, faz parte da nossa diversidade, poderiam dizer. Claro! E é nisso que está a nossa maior riqueza, no fato de que embora a natureza gere diariamente milhares de indivíduos, ninguém é 100% igual ao outro na sua forma de ver e sentir o mundo, ainda que fisicamente possa haver vários semelhantes.
Mas quando eu digo que me diferencio do padrão é porquê diferencio mesmo. Devo ser um dos poucos na face da terra que não idolatra a marca de refrigerantes Coca-Cola (no seu sabor tradicional). Não compro o discurso de que faz mal a saúde. Pode até fazer, mas não é por isso. É questão de gosto pessoal: não vejo graça. O mesmo ocorre com a cerveja: não tenho a mínima vontade de tomar. É mais fácil eu comprar um todinho e sair tomando como uma criança do que levantar minha lata (ou latão) de cerveja para mostrar a todos o quanto sou adulto...
O sabor da Coca-Cola não me impressiona. É bom, mas não vejo nada demais. Não serei hipócrita de dizer que não tomo durante uma festa ou mesmo em casa se alguém comprar e pôr na geladeira, mas se me derem dinheiro para comprar (e escolher), a escolha sempre será outra. É esse o meu "problema" com a Coca-Cola. Não sei o que há de tão mágico nela. Nunca entendi.
Acontece algo parecido com o sabor de chocolate. Para mim, está longe de ser o melhor de todos. Bebidas lácteas, biscoitos, bolos, doces em geral possuem outros sabores bem melhores. Mas é sempre o chocolate que as pessoas pedem. Procuram... Porquê?
Eu não sei se é porquê este é o sabor que temos mais contato através de outras pessoas que também gostam (e consequentemente nos influenciam) ou porquê a propaganda seja maior com produtos desse tipo. Talvez o nosso paladar esteja mais acostumado a ele, tão adaptado que sequer se dá ao trabalho de experimentar outros tipos e apreciar sabores exóticos, diferentes e igualmente bons. Alguns até superiores.
Eu não sou contra o que a maioria gosta. Às vezes eu só não aprecio da mesma forma. É bom ser assim. Sim, de verdade. Sou o tipo de cliente que não se importaria ao ir numa mercearia e o vendedor dissesse que não têm Coca-Cola ou um doce do sabor chocolate. Ele me perguntaria: "Não tem problema"? Eu diria simplesmente: "Não." E por dentro eu vibraria com a satisfação de saber que era justamente o que eu estava procurando.
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