Andava o mancebo ocioso,
quando recebera um convite nada brioso.
Sem resistir se deixou levar, ah, se soubera o que havia de vir, o que estava para chegar!
Uma mulata ousada lhe enviou fotos suas
mostrando suas partes nuas.
Em seguida lhe rogou:
"Manda-me as tuas!"
O jovem lhe retribuiu o despudorado favor,
sem pensar duas vezes
fotos de seu membro lhe enviou.
Começava ali o terror
fruto da lasciva imprudência.
Um angolano o rapaz contatou
dizendo ter das imorais fotos ciência.
Lhe disse que a moça é "de menor", o que muito lhe assustou, lhe pesou a consciência.
Ele então se justificou:
"Eu não sabia de nada, nunca soube!
Eu só lhe devolvi a gentileza
pois por tamanha fineza,
gratidão me coube!"
O angolano não quis saber e lhe ameaçou,
disse-lhe: "O senhor é adulto, portar-se é o seu dever, neste mundo tão astuto."
E acrescentou: "A rapariga levou uma sova,
pois sua mãe lhe flagrou
vendo as fotos de alcova,
ela está no hospital, a mãe na cadeia,
grande é o mal que mercê causou,
a coisa é feia."
"O senhor deve pagar uma indenização para resolvermos a situação."
O moço ficou consternado,
e decidido bloqueou o homem que queria
extorquir seu dinheiro suado.
Aprendeu a nunca mais dividir o que vive em cuecas tão bem guardado.
Caiam raios, sequem açudes, jamais se deve enviar nudes!
Riu-se depois o inconsequente, e consigo pensou insolente:
"Não sei fazer fogueira esfregando gravetos,
mas fogo em solo estrangeiro acendi,
ligeiro em apuros me meti,
que rebuliço causou um pau branco em terra de pretos!"