Rei da caatinga que voa sobre o solo agreste,
é o mensageiro da desgraça
que a ninguém perdoa,
do riso da peste.
Tem as penas escuras,
as patas secas,
suas asas puras
o levam de recifes a mecas.
A carniça ainda não fede e já podem ouvi-lo cantar.
É sinal de desdita, começam a falar.
Quem é que aviso lhe pede? O pássaro, tranquilo, não se importa.
Trêmulo caiu o mouro, ao escutá-lo. Estaria sua família morta? Ou iria falir?
Ave de mau agouro, o que viria a seguir?
Bendize ó carola, pois não voa livre o urubu...
É mal pior que os céus assola,
escuta, é o canto do anu!
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