Pobres crianças inocentes!
Brincam na rua
tranquilas da vida,
do mundo descrentes...
Pobres crianças!
Não sabem nada,
brincam, pulam, gritam...
enquanto tudo gira.
E a minha cabeça quase pira!
Nobres crianças!
Suas vozes infantis
não assustam como a metralhadora,
nem explodem como
uma bomba arrasadora.
Não têm medo da morte,
nem de bala perdida,
apenas têm sorte
e bastante vida.
Nobres, nobres crianças!
Ver elas é lembrar que há esperança!
Que bom olhar tudo de outro jeito
nos olhos de uma criança!
Que brinquem, aproveitem,
de boas lembranças se deleitem.
Quem me dera voltar a ser uma delas!
Mas como não há jeito,
só posso olhá-las brincar da janela...
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