domingo, 22 de março de 2026

Crianças

Pobres crianças inocentes!
Brincam na rua 
tranquilas da vida, 
do mundo descrentes...

Pobres crianças!
Não sabem nada, 
brincam, pulam, gritam...
enquanto tudo gira.

E a minha cabeça quase pira!
Nobres crianças!
Suas vozes infantis 
não assustam como a metralhadora,
nem explodem como 
uma bomba arrasadora.

Não têm medo da morte, 
nem de bala perdida, 
apenas têm sorte
e bastante vida.

Nobres, nobres crianças!
Ver elas é lembrar que há esperança!
Que bom olhar tudo de outro jeito 
nos olhos de uma criança!

Que brinquem, aproveitem,
de boas lembranças se deleitem.
Quem me dera voltar a ser uma delas! 
Mas como não há jeito, 
só posso olhá-las brincar da janela...


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