domingo, 1 de março de 2026

Dark night



Um mergulho na consciência 
reencontro a essência 
do germe que sobre mim pousou 
aprecio estupefato o verme que sou.

Memórias escondidas
vontades reprimidas
de coisas não vividas
em palavras jamais proferidas.

Institito maldito 
de destruir, 
me deixa aflito 
por não poder o desejo possuir.

Sinto-me sujo
em um invisível lodaçal 
um pântano cujo
afundei-me, e desconheço seu final.

O que diabos aqui faço 
nessa madrugada 
escrevendo essa palhaçada?
O que inutilmente caço,
porquê nesse conflito estou?
Se não me sinto humano, que monstro sou?


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