São as horas vagas,
o sutil silêncio
das emoções pagas.
O imenso e vil prazer
de nada fazer em frações magras.
A vida acontece do lado de fora, e em menos de uma hora tudo nasce e floresce!
Mas comigo nada.
Olho para a estante
por um instante,
depois me molho na escada.
O tempo passa,
os pensamentos não.
Os lamentos em massa...
em vão.
As emoções continuam
em uma prisão sem fim!
As insoluções revoam,
em meu coração povoam
trancadas a esmo em mim!
É esse problema
por que choro e me aborreço.
Nele eu moro
e não me esqueço...
A chave? Não há.
Peço para que ele se vá,
mas ele fica.
Em vão tento
na minha vida de exemplo
expulsar a sorte má,
esse vazio do tempo!
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