domingo, 1 de março de 2026

Elegia

Ele morreu 
nunca mais o tornaremos a ver,
nobre guerreiro 
que só queria para casa volver.

Ele atravessou rios e pedras 
enfrentou flechas, e o frio que medra
sonhando com a sua amada.

Hoje inerte se deita 
por essa lança cortado.
Sua face serena a morte peita,
não fora pelo inimigo derrotado.

Sopram os ventos da floresta 
o lamento pelo soldado caído.
Correm sedentos os bichos, ao som do brado 
do fim de um ente querido.

Desce ó guerreiro, desce para os teus ancestrais!
Seu corpo fica na terra, 
sua alma para os teus, vais!

Vais encontrar teu repouso 
depois de passares por essa barca encantada, 
terás enfim o gozo,
no Vahalla, findarás tua jornada!

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